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Exame de HPV pode ser mais efetivo do que papanicolau para prever risco de câncer

Pesquisadores estimam que cerca de 90% dos casos de câncer de colo do útero são causados pelo papilomavírus humano

HPV-16

HPV-16: a cepa do vírus é a responsável por causar o câncer cervical, segundo tipo mais comum entre as mulheres(Latinstock)

Um novo estudo mostrou que fazer um exame para detectar o papilomavírus humano (HPV) pode ser a melhor forma para verificar se uma mulher apresenta risco de desenvolver câncer de colo do útero. A pesquisa foi publicada na última sexta-feira, no periódico Journal of the National Cancer Institute.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Reassurance Against Future Risk of Precancer and Cancer Conferred by a Negative Human Papillomavirus Test 

Onde foi divulgada: periódico Journal of the National Cancer Institute

Quem fez: Julia C. Gage, Mark Schiffman, Hormuzd A. Katki, Philip E. Castle, Barbara Fetterman, Nicolas Wentzensen, Nancy E. Poitras, Thomas Lorey, Li C. Cheung e Walter K. Kinney

Instituição: Instituto Nacional do Câncer, nos Estados Unidos, e outras

Resultado: O exame de HPV pode ser mais eficiente do que o papanicolau na prevenção do câncer de colo do útero

O exame tradicionalmente utilizado para procurar anomalias no colo do útero é o papanicolau, no qual os médicos coletam células do local para análise. De acordo com a pesquisa, porém, o teste de HPV — infecção sexualmente transmitida mais comum — é uma forma mais confiável de avaliar o risco de uma mulher desenvolver câncer de colo do útero nos três anos seguintes ao exame, comparado ao papanicolau.

Pesquisadores estimam que cerca de 90% dos casos de câncer de colo do útero sejam causados pelo HPV. Como o vírus não costuma apresentar sintomas, a maioria das pessoas não sabe que está infectada.

No estudo, pesquisadores utilizaram dados de mais de 1 milhão de americanas de 30 a 64 anos que se submeteram ao papanicolau e ao teste de HPV de 2003 a 2012. Eles acompanharam aquelas que tinham resultados negativos para verificar se elas desenvolveriam o câncer nos três anos seguintes ao papanicolau ou ao teste de HPV, e analisaram também quantas manifestaram a doença nos cinco anos posteriores aos dois exames combinados.

Cerca de 20 mulheres a cada 100.000 desenvolveram o câncer nos três anos seguintes a um exame de papanicolau com resultado negativo, enquanto 11 tiveram a doença durante os três anos posteriores a um exame de HPV negativo. Cerca de catorze pacientes a cada 100.000 desenvolveram câncer nos cinco anos seguintes aos dois exames darem negativo.

Para os autores, essa descoberta não significa que o papanicolau deixará de ser utilizado. Ele pode ser útil para acompanhar pessoas que têm HPV, e por isso mais chances de desenvolver o câncer.

(Com Agência Reuters)

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